quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vitral de minha alma!

A pipa da vida alça vôo no vento leve do destino
Avó: vestido de chita usado pra ir rezar a missa
De palha:chapéu que vestia a careca do meu avô
Pequenos objetos, lugares e pessoas justapostos
Colcha de vidro onde brilha a suave luz do amor

Vidros coloridos assentados nas janelas da alma interior
Desenhos de lugares e de pessoas que o tempo pintou
Lugar onde a luz do sol ilumina a memória que passou
Aqui estão minhas lembranças indeléveis de menino
Cada vidrinho é parte da minha vida que o tempo colou

Anilhamento do viver!

Amanheço acordado.Dentro do meu peito tua ausência é uma criança que não consigo fazer adormecer. Desfila perante minha insônia todos os momentos adocicados que vivemos. Na extensão inexata de minha pele, teu vulto me queima, todos meus poros em chama, meu corpo te clama. Teu cheiro é um incenso que se esparrama pelos vãos, desvãos e reentrâncias do meu ser. Cmo lidar com este hiato de você? Como não despencar do abismo que em minha frágil alma tua falta deixou? Tua lembrança são piercings atarraxados em minha memória. O contorno de teu rosto é vidro de mercúrio derramado sobre a capilaridade de meus pensamentos. Aos poucos me enveneno de saudade e de dores. Esta presença implacável da ausência, este anilhamento do viver, chamo saudade. Eu des-respiro, eu me ardo, eu me findo em tua lembrança!