quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Vitral de minha alma!
A pipa da vida alça vôo no vento leve do destino
Avó: vestido de chita usado pra ir rezar a missa
De palha:chapéu que vestia a careca do meu avô
Pequenos objetos, lugares e pessoas justapostos
Colcha de vidro onde brilha a suave luz do amor
Vidros coloridos assentados nas janelas da alma interior
Desenhos de lugares e de pessoas que o tempo pintou
Lugar onde a luz do sol ilumina a memória que passou
Aqui estão minhas lembranças indeléveis de menino
Cada vidrinho é parte da minha vida que o tempo colou
Anilhamento do viver!
Amanheço acordado.Dentro do meu peito tua ausência é uma criança que não consigo fazer adormecer. Desfila perante minha insônia todos os momentos adocicados que vivemos. Na extensão inexata de minha pele, teu vulto me queima, todos meus poros em chama, meu corpo te clama. Teu cheiro é um incenso que se esparrama pelos vãos, desvãos e reentrâncias do meu ser.
Cmo lidar com este hiato de você? Como não despencar do abismo que em minha frágil alma tua falta deixou? Tua lembrança são piercings atarraxados em minha memória. O contorno de teu rosto é vidro de mercúrio derramado sobre a capilaridade de meus pensamentos. Aos poucos me enveneno de saudade e de dores.
Esta presença implacável da ausência, este anilhamento do viver, chamo saudade. Eu des-respiro, eu me ardo, eu me findo em tua lembrança!
Cmo lidar com este hiato de você? Como não despencar do abismo que em minha frágil alma tua falta deixou? Tua lembrança são piercings atarraxados em minha memória. O contorno de teu rosto é vidro de mercúrio derramado sobre a capilaridade de meus pensamentos. Aos poucos me enveneno de saudade e de dores.
Esta presença implacável da ausência, este anilhamento do viver, chamo saudade. Eu des-respiro, eu me ardo, eu me findo em tua lembrança!
Casarão de mim mesmo!
Abram em mim janelas, posto que sou como casa velha e preciso do sol, a claridade, para iluminar antigos cantos esquecidos;
Abram em mim portas para que o vento, esse menino travesso, possa brincar pelos corredores, afugentando com sua presença tristezas minhas esparramadas pelo chão;
Pelos quartos, saudades se amontoam enrodilhada como cobra em meus lençós;
Na sala, as lembranças estão solenementes assentadas ao sofá, assistindo DVDs de minhas dores;
No porão, o dono e sua fotografia esmaecida, se encontram lado a lado, bebericando em taça nobre, a solidão;
No piso da memória a sua ausência se incumbiu de riscar todos os ladrilhos do presente;
Do candelabro pende uma luz morta que ilumina meu fantasma assentado sobre a mesa de jantar;
Abram em mim janelas, posto que sou como casa velha e preciso do sol, a claridade, para iluminar antigos cantos esquecidos!
Abram em mim portas para que o vento, esse menino travesso, possa brincar pelos corredores, afugentando com sua presença tristezas minhas esparramadas pelo chão;
Pelos quartos, saudades se amontoam enrodilhada como cobra em meus lençós;
Na sala, as lembranças estão solenementes assentadas ao sofá, assistindo DVDs de minhas dores;
No porão, o dono e sua fotografia esmaecida, se encontram lado a lado, bebericando em taça nobre, a solidão;
No piso da memória a sua ausência se incumbiu de riscar todos os ladrilhos do presente;
Do candelabro pende uma luz morta que ilumina meu fantasma assentado sobre a mesa de jantar;
Abram em mim janelas, posto que sou como casa velha e preciso do sol, a claridade, para iluminar antigos cantos esquecidos!
Árvore da saudade
Galhos tortuosos que se estendem do pulmão aos pensamentos
No quintal de minha memória folhas ressequidas esparramadas
Raízes insensatas arrebentam impunemente a calçada do viver
Agüo com lembranças, planta inexata que nasceu dentro de mim
Oh árvore da saudade, onde está a senhora que te plantou aqui?
No quintal de minha memória folhas ressequidas esparramadas
Raízes insensatas arrebentam impunemente a calçada do viver
Agüo com lembranças, planta inexata que nasceu dentro de mim
Oh árvore da saudade, onde está a senhora que te plantou aqui?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Vitral de minha alma!
A pipa da vida alça vôo no vento leve do destino
Avó: vestido de chita usado pra ir rezar a missa
De palha:chapéu que vestia a careca do meu avô
Pequenos objetos, lugares e pessoas justapostos
Colcha de vidro onde brilha a suave luz do amor
Vidros coloridos assentados nas janelas da alma interior
Desenhos de lugares e de pessoas que o tempo pintou
Lugar onde a luz do sol ilumina a memória que passou
Aqui estão minhas lembranças indeléveis de menino
Cada vidrinho é parte da minha vida que o tempo colou
Avó: vestido de chita usado pra ir rezar a missa
De palha:chapéu que vestia a careca do meu avô
Pequenos objetos, lugares e pessoas justapostos
Colcha de vidro onde brilha a suave luz do amor
Vidros coloridos assentados nas janelas da alma interior
Desenhos de lugares e de pessoas que o tempo pintou
Lugar onde a luz do sol ilumina a memória que passou
Aqui estão minhas lembranças indeléveis de menino
Cada vidrinho é parte da minha vida que o tempo colou
Anilhamento do viver!
Amanheço acordado.Dentro do meu peito tua ausência é uma criança que não consigo fazer adormecer. Desfila perante minha insônia todos os momentos adocicados que vivemos. Na extensão inexata de minha pele, teu vulto me queima, todos meus poros em chama, meu corpo te clama. Teu cheiro é um incenso que se esparrama pelos vãos, desvãos e reentrâncias do meu ser. Cmo lidar com este hiato de você? Como não despencar do abismo que em minha frágil alma tua falta deixou? Tua lembrança são piercings atarraxados em minha memória. O contorno de teu rosto é vidro de mercúrio derramado sobre a capilaridade de meus pensamentos. Aos poucos me enveneno de saudade e de dores. Esta presença implacável da ausência, este anilhamento do viver, chamo saudade. Eu des-respiro, eu me ardo, eu me findo em tua lembrança!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Manhãs de outubro!
A janela entreaberta oferecia o aconchego da sombra aos raios solares das manhãs de outubro!
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