quinta-feira, 8 de abril de 2010

Rio da memória

Os olhos fecho, nas águas muitas do rio da memória, vejo
Á deriva no leito uma infinidade de desejos insatisfeitos
Orgasmos fingidos se afogam abraçados a beijos alheios
Remam inconsoláveis os fantasmas de amores-perfeitos
Dependurados á margem da lâmina dágua de horrores
Samambaias abarrotadas de tristezas e avencas de dores

Nas águas muitas que correm o rio da memória
Navegam sem amarras o abandono e a solidão

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